quarta-feira, 20 de junho de 2012

Aperto de mão...


furrete no seu melhor

foto de António Brás

A Amizade é Indispensável ao Nosso Ser


Qual é o espelho que mostra a amizade , sincera, transparente?




Quem pode gritar sem mentir que é verdadeiramente amigo do seu amigo?




Quais os amigos sem contas à parte?




Fiel aos seus amigos, com amizade?




A imensidão do imaginário, despede-se dos amigos!...
A amizade é a unica coisa cuja utilidade é unanimemente reconhecida. A própria virtude tem muitos detratores, que a acusam de ostentação e charlatanismo. Muitos desprezam as riquezas e, contentes de pouco, agradam-se da mediocridade. As honras, à procura da qual se matam tanto as pessoas, quantos outros as desdenham até olhá-las como o que há de mais fútil e de mais frívolo? E, assim, quanto ao mais! O que a uns parece admirável, ao juízo doutros nada é. Mas quanto à amizade, toda a gente está de acordo: os que se ocupam dos negócios públicos, os que se apaixonaram pelo estudo e pelas indagações sapientes, e os que, longe do bulício, limitam os seus cuidados aos seus interesses privados: todos enfim, aqueles mesmos que se entregaram todos inteiros aos prazeres, declaram que a vida nada é sem a amizade, por pouco que queiram reservar a sua para algum sentimento honorável.
Ela se insinua, com efeito, não sei como, no coração de todos os homens e não se admite que, sem ela, possa passar nenhuma condição da vida. Bem mais, se é um homem de natureza selvagem, muito feroz para odiar seus semelhantes e fugir do seu contacto, como fazia, diz-se, não sei mais que Timon de Atenas. É preciso ainda que este homem procure um confidente no seio do qual possa verter o seu veneno e o seu ódio. A necessidade da amizade será ainda mais evidente, se ele pudesse admitir que um Deus nos tirasse do seio da sociedade para nos colocar numa solidão profunda, onde, fornecendo-nos em abundância tudo o que a natureza nos pode propinar, nos subtraísse ao mesmo passo a esperança e os meios de ver jamais qualquer face humana. 

Qual é a alma de ferro que suportaria uma tal existência e a quem a solidão não tornaria insípidos todos os gozos? Assim tenho por verdadeiras as palavras de Arquitas de Taranto, que entendi recordar a velhos que as ouviram eles próprios de seus pais: «se alguem subir ao céu, e de lá contemplar a beleza do universo e dos astros, todas essas maravilhas deixá-lo-ão indiferente, enquanto que o embasbacarão de surpresa se tiver de contá-las a alguém». Assim, a natureza do homem se recusa à solidão, e parece sempre procurar um apoio: e não o há mais doce que o coração de um terno amigo. 

Marcus Cícero, in 'Diálogo sobre a Amizade'
foto de António Brás

foto de António Brás

terça-feira, 12 de junho de 2012

Capela de Santo António
 Como em diversas partes do País, também em Murçós se festeja o dia de S. António. Chegou aqui por volta de há quinze anos. Veio de Lisboa, por iniciativa do Sr. Jaime Manuel Fernandes, fervoroso crente, dos poderes milagrosos, e dos protectores conceitos, que esta imagem santificada, abençoava, da sua linda capela, situada no alto, a cerca de um quilómetro do pequeno aglomerado urbano, que este grande homem, em colaboração com a população mandou edificar, com dificuldades e sacrifícios, mas, felicíssimo, pela execução de mais uma grande obra sua, na terra que tanto ama.
A adopção popular foi rápida, e a tradição inculcada teve um impulsivo sucesso, e uma admiração incontestável, que enchia de orgulho e felicidade, os filhos da terra, assim como os peregrinos vindos das diversas localidades limítrofes.
Os preparativos festivos, ao encargo do Sr. Eduardo Martins, que benevolamente mordomava, começavam dias antes, com muito trabalho, dedicação, e, inicialmente, até abono de capital, para a realização eficaz do evento.
Logo de manhãzinha, a banda musical percorria as ruas da Aldeia, enquanto subiam para o ar, uma descarga de morteiros estrondosos, anunciando o início das festividades. Os sinos repenicavam melodiosamente e informavam os convivas, que minuciosamente, apressados, davam uma última olhadela para o espelho, com a intenção de verificar se os seus fatos domingueiros, lhes assentavam no corpo como a felicidade na alma! Já instalada na capela, a aparelhagem sonora, manipulada pelo pirotécnico, afinava os detalhes finais antes da Eucaristia, cantada pelo coral do povo, cujos ensaios duravam tempo, sendo primordiais, sem falhas.
Ao terceiro toque dos sinos, quatro homens que previamente se tinham deslocado para a capela, de opas vestidos, levantavam o andor do Santo António, punham-no aos ombros, e dirigiam-se lentamente, compassadamente para o povoado, ao mesmo tempo que, da Igreja Matriz, saiam também, duas lanternas, a Cruz, e o andor do Divino Senhor, ornamentado com flores naturais, e a procissão, estrada acima, cujo encontro estava programado ao mesmo tempo de chegada à entrada da povoação.
Resumindo, o S. António, vinha receber o convidado Divino Senhor, para a sua festa, à saída do seu reino, Cumprimentavam-se com a vénia, e seguiam juntos, para o simples recinto, onde permanecia solitário durante todo o ano.
Após a Eucaristia campal, a respectiva procissão em volta da capela, começava o convívio fraternal, de comes e bebes, com sardinhada e grelhados, vinho e pão da terra, (voluntários levavam o seu garrafão) debaixo de dois castanheiros, ao abrigo dos raios solares, improvisado espaço de merendas, com mesas e bancos colocados para o efeito.
Quase ninguém arredava pé, aguardando já com a “barriga a dar horas” enquanto uma dezena de mulheres se activava apressadamente, para satisfazer os desejos corporais, já com o dever cumprido espiritualmente.
Este encontro anual era considerado como uma terapia convivial que nos maravilhava a todos, e os donativos generosos, amealhados e guardados para o próximo ano.
A festa só terminava já tarde, com baile no largo da Igreja.

         DEDICO ESTE TEXTO AO FUNDADOR DESTA OBRA RELIGIOSA
        
Jaime Manuel Fernandes Que Deus recompense o grande homem que sempre foste
Santo António

Divino Senhor

domingo, 10 de junho de 2012

ANIVESÁRIOS

                                                               

                                                                  Não quero prendas…

         Guardem os vossos presentes,
         Para quem deles necessitar…
    Eu já tenho quanto desejo,
Enrolado com ensejo…

                                                                Em papel de prata fina,                                                                                                   
      Na ternura de um só beijo!

                Fiquem com o perfume das flores,
           Com tudo o que luz e brilha…
    Com o que corre ou voa!
        Mas… não me levem a mal,
Já tive tudo na vida…
Foi uma vida tão boa!

Um dia desamparado,
      N’um automóvel fechado,
      O meu sonho foi tão lindo!
          Profundo, terno e fecundo…
E o meu grito abafado,
    Deus ouviu ficou sorrindo
      

 .Não quero prendas, 
Não quero nada 
Palavra leva-as o vento…
Não são os anos do Rei,
 Nem o aniversário lembrado,
Pelas tormentas do tempo… 

Dedico às minhas filhas
António

quinta-feira, 7 de junho de 2012

DIA DO CORPO DE DEUS

O DIA DO CORPO DE DEUS COMEÇOU ASSIM EM MURÇÓS
                                                                                    Começava a amanhecer, quando através das vidraças do meu quarto, deparei com um dia cinzento cheio de nebulosidade semelhante àqueles invernais de apanha das castanhas...
A chuva, miudinha, caía silenciosamente, com suavidade, receosa da queda destrutiva sobre as ruas floridas e coloridas, as quais apareciam aos meus olhos como um milagre vindo do céu durante a noite, enquanto dormia profundamente, e sonhava com coisas, provável mente insignificantes.
Era o dia do Corpo de Deus, um dia sagrado, que os nossos governadores decidiram extinguir para colmatar buracos sem transparência nem mérito. Felizmente, este ano, ainda se realizou a comemoração do Corpo de Deus com as habituais ornamentações das ruas, por onde iriam passar, na procissão, os ferventes religiosos.

Nesta foto aparece apenas um pequeno fragmento, do enfeite... centenas de metros de paralelo cobertos de flores campestres e perfumadas, para honrar a passagem da custódia que guarda a hóstia debaixo do palio, que abriga o sacerdote, percorrendo as ruas rezando e cantando.

terça-feira, 5 de junho de 2012

FEIRA DE S. PEDRO DO 25 DE JUNHO AO 02 DE JHO MACEDO DE CAVALEIROS

A JÁ FAMOSA FEIRA DE  S. PEDRO EM MACEDO DE CAVALEIROS PROMETA MAIS UMA VEZ GRANDE SUCESSO, COMO TODOS OS ANOS, COM UM CARTAZ DE ARTISTAS IMPRESSIONANTE...
APAREÇAM NUMEROSOS NÃO0 SE ARREPENDERÃO