Entre Soutelo e Rebordainhos Por Antonio Brás
É na serra
da pena mourisca, onde os lobos uivavam com fome e o frio entrava pela pele
dentro até às entralhas das ossadas, mediante a beleza incomparável dos “farrapos”,
gigantes, de neve, que caía com a densidade e a ternura amorosa, ou puxada por
um vento de quem quer levar tudo, não se sabe para onde nem de onde veio; e os
pinheiros já plantados minha geração dobravam como as beatas curvando-se às
exigências dos deuses, receosas de pecar e ir parar ao inferno.
assembleia os pequenos ordenados, para ter a certeza de ser eleito nas seguintes eleições, e de ser considerado pelo que levava no saco quando ia pedir ao Município, as três pequenas aldeias vivam com os direitos dos grandes? Foi ainda no tempo do Pescadinha aquele presidente da Câmara apenas com as habilitações literárias 4ª classe. Aos tubarões não lhes agradava o cargo porque não chegavam do fundo de financiamento, os milhões… estes que contaminam médicos e arquitetos, nobres profissões que outrora tinham prestígio e acómodo financeiro. Depois veio o Luiz Vaz que mal conheci, fazendo, para nos mandatos do Beraldino ordenarem desfazer. Foram os mandatos que deram para Murçós através do “ministro” das aldeias do bufo que encheu os bolsos, e de um presidente de freguesia, a viver em Lisboa, se conseguiu o maior financiamento de sempre, para esgotos, condutas de água, explorações, asfalte e abertura da rua de vale-de-cavaleiro, refeição do cemitério, calcetamento do largo do outão e todas as ruas em falta, relhas de retenção das águas pluviais,
que deitou a
perder o que outros construíram com grande empenho e imenso sacrifício. Este
senhor com mais alguns são os coveiros da Aldeia de Murçós, ainda hoje adulterados
por gente tão pobre de espírito?

















