Cai a noite sobre telhados que em tempos abrigaram famílias
numerosas, ruidosas, e hoje caíram n'um silêncio de abandono ou morte! A flor
que abre com o sol e se fecha com a aproximação da escuridão, permanece ainda
agarrada à esperança de um novo dia... Mas as raízes vão apodrecendo
insaciavelmente... e o tronco verga e vai acabar por cair. Do alto do meu
castelo, (chamo-lhe meu mas não é) vejo as pessoas fugindo até à exaustão,
carregando ao colo uma criança que chora, com fome e sede, sem saber, nem compreender
a crueldade da humanidade, Como manadas de gado, levados pelo desespero não
escolhem a direção... Olham em frente e são rasteirados... Caem, levantam-se, e
os insensíveis veem-nos como assaltantes dos seus bens... com desprezo e uma réstia
de esperança que fiquem por lá... longe, com fome sede ou frio, importante é
não serem importunados com os problemas dos outros... do alto do meu castelo
gostaria tanto poder atenuar tamanho sofrimento... mas, até ele abandona os
necessitados... diluiu-se como uma bola de sabão, e eu caí na cruel e dolorosa
realidade da monotonia diária.
domingo, 27 de setembro de 2015
Castelo mágico
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Falecimentos
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Nossa Senhora da Serra
O santuário de Nossa Senhora da Serra fica situado no ponto mais alto da serra da Nogueira (concelho de Bragança), a 1318 metros de altitude. No exterior da igreja está inscrito 1611, ano em que se estima que tenha sido construída. A romaria realiza-se a 8 de Setembro. A procissão, que atrai milhares de pessoas àquele lugar, encerra o ciclo de novenas que antecedem esta data, com inúmeros caminheiros que se deslocam a pé até ao santuário para cumprir as suas promessas. É uma das romarias mais importante da região.
Saudade
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| Maria simplesmente |
SAUDADE-CLXXXII
A saudade penetra à noite a solidão do meu quarto
Pousa nos olhos e nas mãos a falta do teu abraço
O cheiro ausente da tua pele tresanda no oco do espaço
A saudade brota-me dos olhos,
Forma rios cristalinos
Que correm de pedra em pedra…
São regatos sinuosos a correr nos meus caminhos.
Inundam o meu passado a repicar como sinos.
São bicos entreabertos a gorjear nos ninhos
Tenho saudade de acordar a teu lado
Tenho o cheiro do vazio a rascunhar a saudade
Saudade da tua sombra…
Da pedra da janela onde repousa uma gaivota ferida
Saudade da chegada da tua voz num canto repartida
Saudade da dor que sentia nos lábios de tanto te beijar
Tenho o coração dorido…mordido…
Saudade da doçura penetrante do teu ausente olhar
Saudade de ficar nua dentro do teu sorriso
De rebolar em ti como louca e perder o siso
Quero ser a sílaba mais pura do teu poema
Que decifres e desencantes o meu dilema
Quero matar a saudade…
Acalmar a ansiedade
Na fome e na sede de ti
Quero ter-te de novo, visível ou invisível na minha mão
Quero que dos meus dedos frios volte a brotar calor
Terminar com a saudade que tenho de ti amor.
M.C.M. (São Marques)
A saudade penetra à noite a solidão do meu quarto
Pousa nos olhos e nas mãos a falta do teu abraço
O cheiro ausente da tua pele tresanda no oco do espaço
A saudade brota-me dos olhos,
Forma rios cristalinos
Que correm de pedra em pedra…
São regatos sinuosos a correr nos meus caminhos.
Inundam o meu passado a repicar como sinos.
São bicos entreabertos a gorjear nos ninhos
Tenho saudade de acordar a teu lado
Tenho o cheiro do vazio a rascunhar a saudade
Saudade da tua sombra…
Da pedra da janela onde repousa uma gaivota ferida
Saudade da chegada da tua voz num canto repartida
Saudade da dor que sentia nos lábios de tanto te beijar
Tenho o coração dorido…mordido…
Saudade da doçura penetrante do teu ausente olhar
Saudade de ficar nua dentro do teu sorriso
De rebolar em ti como louca e perder o siso
Quero ser a sílaba mais pura do teu poema
Que decifres e desencantes o meu dilema
Quero matar a saudade…
Acalmar a ansiedade
Na fome e na sede de ti
Quero ter-te de novo, visível ou invisível na minha mão
Quero que dos meus dedos frios volte a brotar calor
Terminar com a saudade que tenho de ti amor.
M.C.M. (São Marques)
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
CHEIRINHO A ELEIÇÕES
Abre finalmente uma luz ao fundo do túnel que alimenta a
esperança de termos as nossas ruas com nome e as casas com números. Já não era
sem tempo… até Vale de Abelheira já tinha!!!
GRANDE REPORTAGEM
A escolha do título foi do Vítor (poulo) um amante
incondicional dos usos e costumes de Murçós, que vislumbra ainda e sempre,
longe, no tempo da sua juventude, em conjunto com outros dispersos pelo Mundo,
e, tal como ele também relembram, carinhosamente, embora com certa nostalgia os
bons e os menos bons momentos passados na terra onde nasceram. Eram outros
tempos! Difíceis talvez… porém, genuínos. É um dos que volta sempre que tem
dois dias de folga, não para matar saudades (como se costuma dizer)
simplesmente para reviver com os que cá ficaram a euforia que contribuiu para a
sua felicidade, constituir uma família compreensível e tolerante, uma situação
social sem arrogância nem preconceitos, na simplicidade que o carateriza, modéstia,
alegria, e amizade verdadeiras.
Nunca se poupa na entre ajuda popular sacrificando se
necessário o preconizado ao justo, o natural ao supérfluo. Louvor seja dado a todos
aqueles que vindos de famílias modestas conseguem manter essa modéstia, e resistir
à tentação maléfica, levados pela ganancia e a avareza.
- Pereira; faça aí uma grande reportagem – pediu o Vítor em
tom de brincadeira.
Não vai ser certamente uma grande reportagem de
interesse público, mas uma reportagem de grande valor sentimental, que começou
na esplanada do Reis em palavreado e se realizou em casa da tia Maria
Alexandrina, mulher espetacular a quem nunca ouvi um queixume, venha quem vier,
na sua casa há sempre um petisco para dar e um sorriso nos lábios para desejar
as
boas- vindas. Nesta tarde de Agosto de 2015, já com a
chegada de muitos filhos da terra para passar uns diazitos com os familiares e
amigos, o tempo tórrido e o ambiente quente, preconizou-se um convívio em volta
de 6 kilos de camarão grelhado na prancha, um vinho verde fresquinho, sem
esquecer as entradas com produtos da terra: presunto alheiras chouriças e a
salada para acompanhar. O cozinheiro, Moisés; vestiu o avental e afiançou-nos
um petisco inesquecível com o segredo do molho de cujos ingredientes só
consegui apurar as “beldroegas”. Não nos desiludiu, os petiscos estavam
deliciosos, sendo mais importante ainda, o apreço convivial de uma tarde bem
passada contando várias passagens do passado, umas verídicas outras por certo
já contadas pelos bisavôs.
Repetimos o convívio, no dia seguinte, na esplanada do Reis,
em volta de uma mesa de chincalhão, com outros intervenientes, que me esqueci
de fotografar pelo que menciono os nomes esperando que me não levem a mal. Eu,
Reis, Jorge (Negreda) Toby,Elidio,Tó-zé, Jaime, Zé (Faustino) desta vez em
volta de 4 kilos de moelas cozinhadas ao nosso lado pela Deolinda, e um casal Garcia
fresquinho para acompanhar.
Esta Aldeia precisa desta animação para recuperar as
tradicionais farras de que tanto gostavam e se orgulhavam. Com a aproximação da
festa do Divino Senhor, as novenas seguem ao ritmo normal de crença, e os
mordomos não tem descanso, tentando arranjar dinheiro para pagar os contratos e
honrar a festa como sempre aconteceu.
Para os que não vão estar presentes deixo a cartaz das
festas, desejando a todos umas férias bem passadas, saúde paz e amor.
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