quarta-feira, 10 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
FREGUESIA DE MURÇÓS for ever
A Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros, reunida ontem em sessão extraordinária, aprovou a redução de 38 para 30 as freguesias do concelho. A proposta que irá ser apresentada à Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território, prevê a agregação do número mínimo de freguesias de acordo com os parâmetros definidos pela Lei n.º 22/2012 de 30 de maio.Bagueixe, Burga, Edroso, Murçós, Santa Combinha, Soutelo Mourisco, Vilar do Monte e Vilarinho do Monte, as 8 freguesias do concelho com menos residentes, entre 31 e 153, de acordo com os dados dos Censos 2011, são agregadas a freguesias contíguas, formando um total de 6 agrupamentos.
A pronúncia da Assembleia Municipal prevê assim a criação da União de Freguesias de Ala e Vilarinho do Monte, com sede em Ala; a União de Freguesias de Bornes e Burga, com sede em Bornes; a União de Freguesias de Castelãos e Vilar do Monte, com sede em Castelãos; a União de Freguesias de Espadanedo, Edroso, Murçós e Soutelo Mourisco, com sede em Espadanedo; a União de Freguesias de Podence e Santa Combinha, com sede em Podence; e a União de Freguesias de Talhinhas e Bagueixe, com sede em Gralhós.
- As restantes 24 freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros, manter-se-ão com composição, denominação e sede inalterada. A proposta de redução do número de freguesias para 30, foi aprovada com 42 votos a favor, 3 contra e 22 abstenções
- Eis a recolha do que semearam incompetente os actuais presidentes de algumas destas freguesias agrupadas... injustiças, interesse ou desinteresses, incompetência de uns, astucia de outros, historial fora do contexto, baseado em critérios surrealistas, pobre País!... Cortar o mal pela raiz seria benéfico para toda a gente, neste momento austero para os burros em vias de extinção... e, glorioso para os raposas manhosas que antecipam, os factos a seu favor, através dos enviados para a realização dos censos 2011. Para que servem as Freguesias? Se o Município manda em tudo, para onde vão cento e trinta mil euros enviados a freguesias de 200 habitantes onde só moram 90, durante o mandato de 4 anos? Quem semeia ventos recolhe tempestades! Obrigado Presidente das areias...
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
AS VINDIMAS
AS VINDIMAS
É igualmente uma maravilhosa partilha de convivialidade, com algumas "chalaças" e contos exibidos pelos mais atrevidos, sem complexos, nem preconceitos.
O sol apareceu com seus raios dourados, abrasador, e os patrões, de vez em quando chegavam o "pipo" ou a bota Espanhola para molhar a palavra!
Com já 4 contentores cheios, foi necessário recorrer às sacas plásticas, as quais complementaram uma boa quantidade de kilos... orgulhosamente saiam daqui e dali uns piropos dirigidos aos patrões e a rica colheita, enquanto se aproximava a passos largos o "mata-bicho" tanto esperado e que é sem dúvida o melhor momento do dia...
Só mais um esforço rapaziada!...
As castas preservadas dos antigos, enchertadas no bacelo americano: Carnal, malvasia, alvarilhão,Bastardo, moscatel, Bastardo russo, etc...
E lá vamos na direcção do mata-bicho recheado de coisa artesanais que fazem as delicias de toda a gente. Bom apetite.
Foi uma a semana de corte das uvas em Murçós… os mais
ansiosos já começaram na semana passada, enquanto os mais prudentes preferiram
esperar mais uns tempos, porque o ano não veio a feição para o amadurecimento
das frutas, e as uvas não foram exceção! Foi sobretudo, neste fim-de-semana,
prolongado com o feriado do 5 de Outubro, que os grupos se formaram, com a
ajuda dos que vivem fora… mesmo não havendo a quantidade de uvas de outros
tempos, e com o derivado reduzido populacional, ainda se recolhem uns” kilitos”,
sendo todas ajudas bem-vindas…
Uns levam-nas para o lagar, lavado e preparado previamente,
de onde extrairão a “pinga” para consumo próprio, e chamar um amigo à adega
provar, mais tarde, o fruto da colheita. Outros já não querem empenhar-se em
tais tarefas, levam-nas para a cooperativa, onde mais tarde podem retirar o
vinho, ou o pagamento, a preços excessivamente baixos, porque a venda avulsa
não permite, e um rótulo custa uns cêntimos…
Voltando à vindima foi um ano fértil em quantidade, embora
a graduação não atingisse números de anos anteriores, mas, o mais importante é
recolher sem prejuízos provocados pelas intempéries, e os esforços dispensados
recompensados!
A escassez de mão de obra vai-se tornando cada vez mais
significativa, contudo, pode verificar-se a força e a boa vontade de entreajuda
entre pessoas de todas as idades.
O sol apareceu com seus raios dourados, abrasador, e os patrões, de vez em quando chegavam o "pipo" ou a bota Espanhola para molhar a palavra!
Com já 4 contentores cheios, foi necessário recorrer às sacas plásticas, as quais complementaram uma boa quantidade de kilos... orgulhosamente saiam daqui e dali uns piropos dirigidos aos patrões e a rica colheita, enquanto se aproximava a passos largos o "mata-bicho" tanto esperado e que é sem dúvida o melhor momento do dia...
Só mais um esforço rapaziada!...
As castas preservadas dos antigos, enchertadas no bacelo americano: Carnal, malvasia, alvarilhão,Bastardo, moscatel, Bastardo russo, etc...
E lá vamos na direcção do mata-bicho recheado de coisa artesanais que fazem as delicias de toda a gente. Bom apetite.
sábado, 29 de setembro de 2012
Avós e netos
Ser avó, é talvez um dos maiores privilégios que a vida nos confere... é com grande felicidade, euforia mesmo, que atingimos os objectivos referenciados pela maioria dos seres humanos, ser pai. Contudo, raramente recordamos os nossos progenitores...uns porque não os conheceram, outros porque jamais receberam afecto, carinho, amor deles... sobretudo em tempos difíceis, onde não havia tempo nem meios para partilhar este maravilhoso sentimento, que delicia os mais novos e extasia os mais idosos!
Os avós são para os netos o que não foi possível ser para com os filhos... falta de tempo ou de jeito, já não sei o que faltou!?
Uma fogueira... uma chaminé... o fumo que enche a cozinha... e, os meninos à volta da fogueira... ouvindo histórias, cantando cantigas de outros tempos, comendo umas castanhas assadas, uma alheira, chouriça ou salpicão, enquanto lá fora faz um frio de rachar... gotas de água gelada que caem do céu e se transformam em neve branca... o tempo passa tão rápido! Chega a noite... os pais vem já a caminho, vão levá-los para o aconchego do seu lar,,, vem cansados, indispostos, não lhes apetece brincar... comem à presa e toca a deitar... amanhã é outro dia problemático, "srtessante", de correria como tantos outros que se seguem... naqueles cérebros pequenos e inocentes não cabem justificações... sabem que tem de ser assim, e, até ficam radiantes por voltar para casa dos avós, onde os espera, provavelmente, um bolo quentinho, guloseimas, mas sobretudo carinho, muito carinho e amor!
A partilha é recíproca! Sós, inactivos, sem projectos nem ambições... porque já viveram... talvez a duzentos à hora?! Agora o tempo chega-lhes para tudo... parece parar, ou foge na frente a uma velocidade louca, medonha!
- Como são lindos os netos! Como são bons os avós!
Os tempos mudaram tudo, menos a cumplicidade entre avós e netos...
Amai-vos enquanto é tempo... e guardai, nos vossos corações, para sempre, uma boa recordação, dos tempos de criança até à velhice...
Os avós são para os netos o que não foi possível ser para com os filhos... falta de tempo ou de jeito, já não sei o que faltou!?
Uma fogueira... uma chaminé... o fumo que enche a cozinha... e, os meninos à volta da fogueira... ouvindo histórias, cantando cantigas de outros tempos, comendo umas castanhas assadas, uma alheira, chouriça ou salpicão, enquanto lá fora faz um frio de rachar... gotas de água gelada que caem do céu e se transformam em neve branca... o tempo passa tão rápido! Chega a noite... os pais vem já a caminho, vão levá-los para o aconchego do seu lar,,, vem cansados, indispostos, não lhes apetece brincar... comem à presa e toca a deitar... amanhã é outro dia problemático, "srtessante", de correria como tantos outros que se seguem... naqueles cérebros pequenos e inocentes não cabem justificações... sabem que tem de ser assim, e, até ficam radiantes por voltar para casa dos avós, onde os espera, provavelmente, um bolo quentinho, guloseimas, mas sobretudo carinho, muito carinho e amor!
A partilha é recíproca! Sós, inactivos, sem projectos nem ambições... porque já viveram... talvez a duzentos à hora?! Agora o tempo chega-lhes para tudo... parece parar, ou foge na frente a uma velocidade louca, medonha!
- Como são lindos os netos! Como são bons os avós!
Os tempos mudaram tudo, menos a cumplicidade entre avós e netos...
Amai-vos enquanto é tempo... e guardai, nos vossos corações, para sempre, uma boa recordação, dos tempos de criança até à velhice...
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Os vales de Murçós
Murçós está rodeado por quatro Aldeias do mesmo concelho com as seguintes áreas e populações:
Sempre tive a curiosidade de saber, como foram conferidos os nomes aos lugares, sem ter obtido uma resposta concreta... suponho que sigam os critérios das alcunhas?
Para mim, vales, significam planícies, por conseguinte, em Murçós há dezenas de lugares com o nome de vale, como:
Vale Grande, Vale de Raposo, Vale de Covo, Vale de Escuro, Vale das Lagoas, Vale da Câne, Vale dos Cães, Vale das Colmeias, Vale, Vale de Nogueiro, Vale da Porca, Vale de trigos, Vale da Carvalha etc.
Quase todos este lugares são acidentados, pelo que, podem estes nomes derivar dos outros nomes?
Perguntei aos antigos e ninguém me sabe responder. Todos estes nomes curiosos e engraçados me deixam numa perplexidade admiradora, e numa expectativa ignorante... se consulto no Google Earth o território de Murçós, a maioria dos nomes não aparecem nos locais.
- FERREIRA com uma anexa, Comunhas tem 19, 56 km2 e 194 habitantes, segundo censos 2011.
- ARCAS 23,12 Km2 com duas anexas: Mogrão e Nozelos, habitantes 262
- ESPADANEDO,17,90 km2 com duas anexas, Valongo e Bousende, habitantes 188
- VILARINHO DE AGROCHÃO, 13,84km2, habitantes : 235
- MURÇÓS, 21,23 km2, habitantes 134
Sempre tive a curiosidade de saber, como foram conferidos os nomes aos lugares, sem ter obtido uma resposta concreta... suponho que sigam os critérios das alcunhas?
Para mim, vales, significam planícies, por conseguinte, em Murçós há dezenas de lugares com o nome de vale, como:
Vale Grande, Vale de Raposo, Vale de Covo, Vale de Escuro, Vale das Lagoas, Vale da Câne, Vale dos Cães, Vale das Colmeias, Vale, Vale de Nogueiro, Vale da Porca, Vale de trigos, Vale da Carvalha etc.
Quase todos este lugares são acidentados, pelo que, podem estes nomes derivar dos outros nomes?
Perguntei aos antigos e ninguém me sabe responder. Todos estes nomes curiosos e engraçados me deixam numa perplexidade admiradora, e numa expectativa ignorante... se consulto no Google Earth o território de Murçós, a maioria dos nomes não aparecem nos locais.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Chove, Chove chuvinha...
Dia cinzento em Murçós. Chove, finalmente!!! Após tanta lamuria, preces a manifestações, o supremo, soltou as gotas de água presas, e propagou-as, suavemente pelos campos agrestes, poeirentos, onde o arvoredo começava a dar sinais de aflição, morte, por falta de água...os castanheiros erguem para o céu agradecimentos, através dos ouriços em crescimento, antes de dar à luz as magníficas castanhas, saborosas e gratificantes, na entreajuda da sobrevivência aos pobres agricultores, órfãos de apoios por parte das entidades governamentais.
Também as oliveiras rejubilam felicíssimas com a sede saciada, enquanto o crescimento da azeitona progride a passos de gigante e se vê a olhos nus!
O naval, tempo de sementeira, não gosta dos critérios adotados pelo centeio, que se diz: "semeia-me em pó e de mim não tenhas dó", gosta de frescura para nascer, e de água pura, destilada, como a chuva, para o crescimento normal. Uns grelos tenros e frescos fazem deliciar os Portugueses, especialmente os do Nordeste Transmontano, acostumados ao consumo com bacalhau assado, arroz e mesmo na sopa.
As couves tronchudas e rabas, já plantadas, aguentavam dificilmente, sobrevivendo com sacrificadas regas...gostam, sobretudo do tempo frio e húmido, por alguma razão se chamam legumes de inverno!
As nascentes fracas, os riachos sem corrente, as barragens quase esgotadas, nas nossas torneiras já pouca água corria, e a economia impunha-se por todo o lado. O agricultor precisa de água para as suas culturas, assim como o citadino de transportes urbanos nas deslocações...
A chuva chegou, pode não ser com grande abundância, mas, vamos vivendo o dia a dia, e agradecendo a quem nos proporcionou um viver.
Também as oliveiras rejubilam felicíssimas com a sede saciada, enquanto o crescimento da azeitona progride a passos de gigante e se vê a olhos nus!
O naval, tempo de sementeira, não gosta dos critérios adotados pelo centeio, que se diz: "semeia-me em pó e de mim não tenhas dó", gosta de frescura para nascer, e de água pura, destilada, como a chuva, para o crescimento normal. Uns grelos tenros e frescos fazem deliciar os Portugueses, especialmente os do Nordeste Transmontano, acostumados ao consumo com bacalhau assado, arroz e mesmo na sopa.
As couves tronchudas e rabas, já plantadas, aguentavam dificilmente, sobrevivendo com sacrificadas regas...gostam, sobretudo do tempo frio e húmido, por alguma razão se chamam legumes de inverno!
As nascentes fracas, os riachos sem corrente, as barragens quase esgotadas, nas nossas torneiras já pouca água corria, e a economia impunha-se por todo o lado. O agricultor precisa de água para as suas culturas, assim como o citadino de transportes urbanos nas deslocações...
A chuva chegou, pode não ser com grande abundância, mas, vamos vivendo o dia a dia, e agradecendo a quem nos proporcionou um viver.
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