segunda-feira, 28 de maio de 2012

CAMINHAR

 Há caminhos que não levam a lado nenhum! Não são becos sem saída, são mesmo caminhos, sinuosos ou floridos, com percalços, lisos, curtos, largos, e nem todos “levam a Roma” como diz o adágio!
Os traços do destino apontam-nos trajectos a percorrer com a sinalética directiva…ainda começamos a dar os primeiros passos e já temos o sentido temerário da desconfiança, do perigo, eminente, constante,ao longo de uma caminhada direccionada para o Mundo incerto e repleto de complexidades convergentes no bom sentido, mas tantas e variadas vezes divergem, deixando rastos decepcionantes, desilusões inesperadas, desalento e vontade de voltar para trás, para tentar corrigir os erros, perdoar e pedir perdão, enveredar pelo que é certo e justo…




 Todos nós percorremos caminhos à procura da felicidade, daquele nobre sentimento que nos proporciona: alegria paz e amor! Batemos-lhe à porta, tentamos chegar àquela encruzilhada onde se tomam direcções certas e erradas, dependendo da sorte e da firmeza das nossas decisões, tomadas na hora certa, acertadamente; numerosas são as oportunidades desperdiçadas, passamos ao lado… ou a léguas de distância, ninguém sabe, nem adivinha! É um jogo onde todos entramos… alguns saem vitoriosos, também ajudados ou privilegiados, outros resignados, e ainda os persistentes, os quais quase sempre acabam por atingir os fins, nem sempre olhando aos meios…
Já alguma vez atravessaram uma serra passando por um túnel previamente aberto para diminuir a distância ou facilitar o trajecto? Claro que sim! Qual foi a vossa reacção ao enxergar a luz do dia que entrevê a saída? Como se tornam longos os minutos entre a entrada e a saída! Ainda mais convencional um simples IRM…

Aqueles caminhos, por onde passamos, levados pala mão ou de mão dada! Os longos percursos fracassados pela etimologia.
Se nos é concedido, a todos, o direito a um caminho, porque será que me vejo constantemente, atravessar o globo terrestre por um “carreiro” magnetizado, sem poder tocar as coisas, ver maravilhosas paisagens, ouvir o cantar dos passarinhos?!
 Não me sinto perdido… confuso, talvez? Mas sobretudo desiludido pela humanidade!...
…Não pretendo inculcar a moralidade, nem me julgo suficientemente bom e justo, para imitar os grandes defensores da pobreza e da justiça, não; sou eu, não aquele que gostaria ser… mas, também não há caminhos perfeitos, e nem sequer sou um caminho…um pôr-do-sol! Um cheiro agradável de flores campestres que enchem as narinas dos passantes insensíveis…sou uma voz rouca, sem timbre, que ninguém ouve!
Uma alma penosa à procura da remissão…vivo procurando aquilo que cada vez mais se distancia de mim…enquanto o sol brilhar…

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