sábado, 9 de fevereiro de 2013


OS POTES COSEM O JANTAR DO CAÇADORES

FORAM 15 OS JAVALIS MORTOS (rectificação)

AS COSINHEIRAS PÔEM MÃOS À OBRA

EXPOSIÇÃO PARA VENDA

OS JAVALIS MORTOS IAM CHEGANDO...

ESTE FOI UM DOS MATADORES PELO QUE TEM DIREITO A UMA PARTE...

AS PESSOAAS CURIOSAS IAM CONTANDO...

NUMEROSOS ESPECTADORES

UM A UM FORAM ALINHADOS PAR QUE SE PODESSE VER O FRUTO DESTA MONTARIA... PARABENS PARA OS CAÇADORES QUE ERAM À VOLTA DE 170

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CARNAVAL INFANTIL EM MACEDO DE CAVALEIROS



A quadra CARNAVALESCA já começou em Macedo de Cavaleiros, com os agrupamentos escolares, cujo núcleo, foi definido com crianças das Aldeias deste concelho, inclusive as de Murçós. Perante o olhare admirativo dos numerosos presentes espalhados pelas ruas da Cidade, e o orgulho efervescente de pais e amigos, desfilaram ontem, dia 7 de Fevereiro as crianças das diversas escolas, preparadas pelos representantes destas, empenhados e dedicados por uma causa tradicional, onde o bom humor jovial e convivente, surge nos momentos difíceis que atravessa o País, fazendo esquecer momentaneamente os problemas causados por uma crise internacional.
 As vestimentas imaginadas e realizadas para o evento, deixam de boca aberta, aqueles que julgavam não existir imaginação criativa na juventude, e vem assim, positivamente ornamentar o dia a dia rudimentar. Como se pode verificar, e não podia deixar de ser, salienta-se a presença dos caretos com os seus chocalhos, como é uso e costume desde há décadas na nossa região.


Destacam-se nesta última foto, os gémeos J.Pedro e o Gonçalo, cujo entusiasmo e empenho em arranjar os instrumentos que levariam no desfile, me fizeram recordar os meus tempos de criança, ansiosa e vaidosa por mostrar aos adultos como é harmonioso e peculiar, saudoso e necessário viver e conviver com todos.
Um beijão rapazes..

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Falecimentos



Faleceu o Sr. ANTÓNIO PIRES (Valango)

Um homem íntegro... fazia parte do elenco dos grandes guerreiros de Murçós cujas alcunhas estão narradas no livro desta terra assim: Valongo,Valente, Rito, Carriças, Poulo, e outros... o reconhecimento pelas redondezas, é o de homens com H grande...para mim era simplesmente o Valongo... tivemos numerosas conversas, quando a sua actividade esmureceu e se tornou n'um pesadelo para ele... confidenciava-me as peripécias da vida, relatos dignos de consideração e respeito... a diferença de idades, 92 anos tinha o meu grande amigo, não nos impedia de jogar ao " cão e ao gato" como dois garotos, com chalaças, mas sempre respeitosamente. Gostava da frontalidade, e nem sempre era bem compreendido... porém, eu tinha por ele grande consideração e respeito. Foi juntar-se ao seus companheiros de batalhas constantes pela sobrevivencia dos seus, sem medos, - confidenciava-me quando abordavamos o assunto.
A todos os seus familiares apresento os meus sentidos pêsames, desejando do fundo do coração que a sua alma descanse em paz.
ADEUS AMIGALHAÇO...
O funeral realiza-se amanhã, sexta feira por volta das 16 horas

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dia de alheiras

Enquanto umas alheiras se enchem, junto da lareira, sobre o olhar observador dos grandes potes que serviram a cozinhar a calda, com uma galinha velha, e vários elementos de porco, tal como no tempo dos nossos pais e avós, à maneira artesenal, técnicas herdadas e que trazem os seus efeitos positivos, na aparencia e sabor.
Seguirão para o fumeiro suspenso, onde vão ser afumadas com fumo específico de certas árvores, sendo outras prejudiciais, ao gosto final.
 Este, já quase pronto para comer é da tia Maria Alexandrina, e pelo aspecto, faz crescer água nas bocas dos que não tem a possibilidade de fazer e afumar enchidos, indespensáveis às familias com grandes tarefas agricolas, e o prazer dos que vivem na cidade e de quando em vez, vem assar uma chouriça ou alheira na lareira, com café ou simplesmente matar o bicho.
è também um complemento, pelos tempos que correm e as dificuldades financeiras que atarentam tanta gente.
 Estes não ficam a dever nada ao fumeiro de Vinhais, nem às alheiras de Mirandela... tem o gosto de antigamente, porque feitos e afumados com todo o cuidado e minucía de quem tem bons gostos.
A foto não ficou com a nitidez que desejava, mas dá para matar saudades ao olhar daqueles que estão longe das nossas lareiras, e não tem a possibilidade de uma vista que alegra e consola, nos dias frios de inverno.

TERRAS NOSSAS



Sou a tua terra… onde nasceste, brincaste, riste e choraste.
As folhas que um dia pisaste, que o Outono retirou das árvores, o vento varreu, a chuva molhou e o tempo apodreceu, desapareceram das tuas recordações… lembras-te de mim quando eras menino… e, no meu “regaço” brincavas!? Olhavas-me olhos nos olhos, enquanto acariciava teus cabelos, lisos e suaves, loiros, pretos ou castanhos… um sorriso encantador aparecia nos teus lábios, enquanto na surdez da escura noite, o meu coração batia ao ritmo de quem ama e sente! Eramos tanto amigos!...
Tal como o filho prodigo, voltas de tempos a tempos, cada vez mais raramente…pisar as pedras duras e frias, ver o que resta de mim…Já pouco tenho para te dar… cresceste e eu envelheci. Um dia morrerás… provavelmente também eu… quem poderá contar a nossa história? Foi tão linda! Foi terna, foi amorosa, foi leal! Jamais haverá traição entre nós… tu fugiste e eu fiquei… à espera que voltasses… já homem, com cabelos brancos, porque o tempo também varreu as cores… mas, o sorriso é o mesmo, e o grande amor ainda vive dentro de nós.
Por António Brás Pereira

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

DIA DE FEIRA EM MURÇÓS

HOJE HAVIA BAILE.. AS DONSELAS ESPERAVAM OS CAVALHEIROS

A montaria chegou antes do dia

O Reis mudou de profissão

Dois grandes negociantes de gado...

O pastor parte desolado

Para mim os cordeiros para ti as canhonas

Negócio concluido

O Reis tem agora um grande dilema... onde alojar as donselas?

Mais uma contagem não vá o diabo ordilas...

São dele e dirigem-se para o baixo do baile

Em Janeiro, entra o sol em qualquer ribeiro...



O dia estava lindo! Parecia, que, antecipadamente a Primavera nos vinha brindar com os seus raios de sol temperados, e uma limosidade resplandecente, enchia os corações dos escapados ao abandono do lugar fictício, tanto amado, junto do café dos Reis, “ó outão”… Falava-se de coisas sem importância, de passados alegres e felizes, de pessoas que aqui viveram, ou por cá passaram, de malhas e acarrejas, do passado e do futuro, enfim… comunicavam uns com os outros, amigavelmente num afago estremecido de factos narrados, provenientes das lindas recordações, guardadas num canto meio esquecido das memórias.
É assim, nas Aldeias, depois do almoço, para matar o tempo e as saudades, de determinadas passagens sentimentais, as quais só partem quando nós partirmos definitivamente, todos, e os raios de sol não deixarem vestígios de um viver pacato mas saudável… haverá sempre divergências de opiniões, cortes passageiros na comunicação oral, olhares que se cruzam despercebidos, mas, na hora da entreajuda cariciada, todos respondem presentes, oferecendo o pouco que tem com sinceridade e franqueza!
Comungamos todos de um sentimento que nos une em circunstâncias de apuros e aflições, o que torna o ser humano “pilar” do próximo, recordando que todos teremos o nosso dia não neste vale de lágrimas…
Podemos até ser poucos, cada vez menos, mas, a união faz a força que conduz ao alto da montanha, de onde poderemos rever, com serenidade, os rastos dos nossos passos e os lugares por onde passamos, paramos ou seguimos, um caminho predestinado.