segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Em Janeiro, entra o sol em qualquer ribeiro...



O dia estava lindo! Parecia, que, antecipadamente a Primavera nos vinha brindar com os seus raios de sol temperados, e uma limosidade resplandecente, enchia os corações dos escapados ao abandono do lugar fictício, tanto amado, junto do café dos Reis, “ó outão”… Falava-se de coisas sem importância, de passados alegres e felizes, de pessoas que aqui viveram, ou por cá passaram, de malhas e acarrejas, do passado e do futuro, enfim… comunicavam uns com os outros, amigavelmente num afago estremecido de factos narrados, provenientes das lindas recordações, guardadas num canto meio esquecido das memórias.
É assim, nas Aldeias, depois do almoço, para matar o tempo e as saudades, de determinadas passagens sentimentais, as quais só partem quando nós partirmos definitivamente, todos, e os raios de sol não deixarem vestígios de um viver pacato mas saudável… haverá sempre divergências de opiniões, cortes passageiros na comunicação oral, olhares que se cruzam despercebidos, mas, na hora da entreajuda cariciada, todos respondem presentes, oferecendo o pouco que tem com sinceridade e franqueza!
Comungamos todos de um sentimento que nos une em circunstâncias de apuros e aflições, o que torna o ser humano “pilar” do próximo, recordando que todos teremos o nosso dia não neste vale de lágrimas…
Podemos até ser poucos, cada vez menos, mas, a união faz a força que conduz ao alto da montanha, de onde poderemos rever, com serenidade, os rastos dos nossos passos e os lugares por onde passamos, paramos ou seguimos, um caminho predestinado.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ENCRUZILHADAS



ENCRUZILHADAS
Acreditava-se em tempos idos, que a encruzilhada era o local onde almas perdidas, assombrações e fantasmas acabavam por acorrer em certo tipo de noites.

Tratando-se todos eles de espíritos confusos e perdidos, acreditava-se alguns deles procuravam um caminho certo para aceder ao mundo espiritual, ao passo que outros deles procuravam simplesmente o caminho de regresso á sua casa.

Na sua desorientação, acabavam por se perder e tinham a tendência de permanecer indecisos numa encruzilhada, ponderando por qual dos caminhos deveriam optar para chegar ao seu desejado destino.
Esta encruzilhada, surge como ponto de referência, para o Agrupamento de Freguesias, das quais vão ser agrupadas, quatro, compostas com oito Aldeias: Espadanedo como sede, anexas Valongo e Vouzende: Murçós, Edroso, e Soutelo Mourisco (plenário) com Cabanas e Vilar Douro, anexadas.
Também aqui, como nos tempos idos, se vai gerando uma confusão, não se sabendo qual o caminho a seguir, que na realidade, as politiquices e seus derivados tentam infringir aos moradores vulneráveis, obrigando-os à resignação.
Os arranjos políticos, não tem a beleza dos ramos de flores, nem o cheiro agradável, são displicentes, ridículos, insignificantes… impunha-se um referêndum popular onde democraticamente conta a opinião de todos os cidadãos, e, mediante o resultado maioritário, tomava-se a decisão adequada… o que não aconteceu, porque os ditadores continuam a falar mais alto e mais forte, decidindo por nós, e para nós um futuro que se avirá desconfortável, complexo, intransigente.
Vejamos em termos concretos o que pode acontecer nas próximas eleições Autárquicas:
Sendo três os membros do executivo, presidente eleito, escolhe dois vogais, sede obrigatória em Espadanedo, e quatro freguesias, uma delas ou mesmo duas, se o presidente não for de Espadanedo, podem ficar sem ninguém na aldeia a representar a Junta de freguesia… ficam assim, populações ao Deus dará, vendo-se obrigadas a deslocar-se à sede, que pode estar fechada se o candidato residir fora. Impõe-se um acordo protocolar para o bom funcionamento de tantas aldeias, mas, como as raposas manhosas, escondem muito bem as verdadeira intenções, como na “fabula de Jean de la Fontaine” ( le corbeau et le Renard), resta-nos chegar á encruzilhada e optar por um caminho ao acaso…




domingo, 27 de janeiro de 2013

Final da azeitona ( dia de filhós)

de Vale da Porca vista sobre o Mogrão e Arcas


dia de afilhós, fim da azeitona, jerupia


Nós tinhamos sol
Quasa tinha pena que acabasse...
até para o ano...
O fotografo também merecia uma fotozinha...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

FALECIMENTOS






Faleceu a Sra. ADILIA COSTA, esposa do Sr. Fernando Pires.
Oriunda de Santulhão, tinha nesta terra o seu enrraizamento, integração de longa data, amada e respeitada pelos moradores desta Aldeia..
A todos os seus familiares apresentamos os nossos sentidos pêsames.
O SEU FUNERAL REALIZA-SE HOJE, DIA 24 DE JANEIRO 2013 PELAS 14 HORAS NA IGREJA DE MURÇÓS
Paz à sua alma

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Murçós vestiu-se de branco






BREVE VISITA DA NEVE




 O dia amanheceu escuro, tenebroso, parecia que, já eram 9h da manhã, se transformara em noite. A luz trazia um escuro com ela, e sentia dificuldade em penetrar no meu quarto através dos cortinados. Removia-me no leito, entre a preguiça, o desejo de ficar, mais uns instantes, entre os cobertores quente, e a curiosidade de ir ver o que se passava, n'um silencio espetacular que nos rodeava e devia invadir todos os seres vivos.
Voltei a adormecer, saboreando mais um sonho passageiro que envolvia pessoas e lugares alheios à minha memória. Já vem sendo costumeiro, nestes dias frios invernais, não se ouvir nem passos na rua, nem pessoas a cruzarem-se com os bons-dias, ou os motores das máquinas agicolas nas suas deslocações.
Tivemos nos três últimos dias, ventos e chuvas torrenciais, que inundaram grande quantidade dos prédios, não havendo  danos maiores a notificar, felizmente...
Levantei-me, fui à varanda e de lá, vi ao longe, no alto do Lameirão, a brancura de uma pequena camada de neve, que o receio ou a timidez tinham impedido de descer até ao povoado. O frio continuava bem presente, e a minha desconfiança confirmava-se com as noticias da tv ou rádio, os quais anunciavam neve em numerosas partes do País, como aliás tem acontecido em grande parte da Europa.
A neve tem a sua encantadora magia de cativar os jovens, e mesmo aqueles que a viram cair centenas de vezes, mas cada vez é sempre agradável e apaziguador, ver cair com tanta suavidade e respeito tal um sonho em noites de felicidade que desejaríamos nuca tivessem fim.
 Depois do almoços iniciou a sinfonia surda e muda, em Murçós, da caída de farrapos brancos, densos e grandes, os quais durante 2 horas, cobriram com manto branco, telhados, ruas, árvores e campos, de uma beleza incomparável ainda não vista este ano de 2013.
A garotada, pouca e na escola em Bragança ou Macedo, por certo desfrutaram dos jogos da pelotada, como tradicional nestas terras humildes, onde não são necessários grandes meios para arranjar uma brincadeira...




Apesar do agravamento convival, por falta de gente que imigra, sobretudo a juventude, as ruas, atraentes, aguardam pacientemente a chegado de visitantes, venham de onde vierem... muitas das portas jazem fechadas, porque os donos envelheceram, ou partiram definitivamente... _ Dizia o meu amigo Fernando Calado que: já nem se ouvia um cão ladrar por terem partido com os donos!
A desertificação vai-nos puxando para um flagelo horrorosa...
Também os utencílios agrícolas, aguardam uns braços fortes que os manobrem nas tarefas tradicionais que ajudem à sobrevivencia em tempos muito maus, onde a vida é posta em casa todos os dias, cada vez com mais dificuldades.

Ave Sem Asas: Prémios

Ave Sem Asas: Prémios: A noite ontem, na Freguesia de Campos, Vila Nova de Cerveira, foi de poesia, a magia aconteceu e a emoção contagiou todos os presentes. Eu... O ROSTO DA FOME Que vergonha, Tem olhos de criança, Pele macia e mãos pequeninas, E traja o presente Com a cor da esperança Que os seus olhos vestem dia-após-dia. Esquecido e calado, vagueia à deriva, Pela sorte enferma que lhe chora a vida. Nas mãos, um punhado de restos Tão mudo e tão mouco… E o que sobra e que fica É uma sombra oriunda Da cegueira de todos! Que vergonha, O rosto da fome Tem olhos de criança! 13/08/2011 Ana Martins